Prefeito Gilberto Kassab restringe a área de circulação de ônibus fretados


A Prefeitura de São Paulo criou uma área de 70 quilômetros quadrados de restrição para a circulação dos ônibus fretados. A proibição terá um horário específico: de segunda-feira à sexta-feira, das 5 horas às 21 horas. Os usuários dos ônibus fretados terão que desembarcar em pontos fora da zona de restrição para integração com outros meios de transporte - ônibus, metrô, trens e linhas especiais.

O anúncio foi feito pelo secretário dos Transportes, Alexandre de Moraes, e é a medida principal que a prefeitura adotará para regulamentar o transporte fretado na capital. Segundo ele, os usuários foram ouvidos e se mostraram favoráveis à medida.

Criação de área de restrição surpreende associações de fretados.



A decisão da Prefeitura de São Paulo divulgada nesta segunda-feira de criar uma zona de restrição para o transporte fretado na cidade surpreendeu as empresas do setor. Agora, os empresários da área vão estudar alguma forma para reverter a medida ou amenizar o problema.



A assessora jurídica da Associação de Fretados de Executivos da Baixada Santista (Afrebas), Zaira Sena Campos, explica que a diretoria se reunirá na noite desta segunda-feira para discutir e avaliar o assunto.



Ela afirma que a criação da área de restrição surpreendeu, já que a expectativa era de que a Prefeitura tomasse uma decisão em conjunto com os empresários do setor. “Quase caímos da cadeira com o anúncio”.

Já o presidente da Associação dos Executivos da Baixada Santista (Aebs), Luiz Antonio de Lara, pretende entrar em contato com outras associações para saber quais medidas tomar.

Para ele, a Prefeitura não está preocupada com os problemas do meio ambiente, já que colocará outras linhas de ônibus urbanos para atender os passageiros dos fretados. “A decisão é lamentável, pois vai atrapalhar quem viaja. O custo dessas pessoas aumentará com certeza”.



De acordo com ele, a decisão pode gerar desemprego, já que os trabalhadores encontrarão dificuldade para chegar no trabalho no horário. Além disso, motoristas de fretados podem perder o emprego, com uma possível redução no número de ônibus que sobem a serra. “Vamos aguardar para ver o que acontece”.

Determinação

Assim como já acontece com os caminhões, os ônibus fretados terão que respeitar uma zona de restrição para trafegar na Capital a partir do dia 27 de julho. A decisão faz parte de um conjunto de medidas para a regulamentação deste transporte na cidade.

A medida atingirá diretamente os moradores da Baixada Santista. Diariamente, quase 7 mil pessoas da região utilizam cerca de 150 linhas de ônibus fretados para trabalhar ou estudar naquela região.

A Zona Máxima de Restrição à Circulação de Fretados (ZMRF) cria um minianel viário de 70 km quadrados, abrangendo as principais vias utilizadas atualmente por esses ônibus.

De acordo com a Prefeitura, os fretados serão desviados para o sistema público de transporte, por meio de 13 pontos de embarque e desembarque criados em estações de trem, metrô e Expresso Tiradentes. Além disso, sete linhas especiais de ônibus serão criadas para complementar o sistema viário e oferecer opções aos usuários.

Os fretados serão proibidos de circular na área interna formada pelas seguintes vias: Avenida Ricardo Jafet, Avenida Professor Abraão de Moraes, Avenida Afonso d´Escragnolle Taunay, Avenida dos Bandeirantes, Avenida Vereador José Diniz, Avenida Roque Petroni Jr, Avenida das Nações Unidas (Marginal Pinheiros), Avenida Professor Frederico Hermann Jr, Avenida Pedroso de Moraes, Rua Cardeal Arcoverde, Avenida Sumaré, Avenida Auro Soares de Moura Andrade, Avenida Marquês de São Vicente, Rua, Norma Gianotti, Rua Sérgio Tomáz, Avenida do Estado e Avenida Tereza Cristina.


Pontos

Estações do Metrô: Imigrantes, Jabaquara, Conceição, Sumaré, Barra Funda e Belém
Estações da CPTM: Morumbi, Berrini, Cidade Jardim, Hebraica/Rebouças, Pinheiros e Cidade Universitária
Estação do Expresso Tiradentes: Sacomã

Especiais

Gasômetro - Paulista (Via Alameda Santos), Paulista Gasômetro (Via S. Carlos do Pinhal), Metrô Belém Berrini, Metrô Imigrantes Chácara Sto. Antônio, Metrô Imigrantes - Faria Lima, Metrô Jabaquara - Berrini, Metrô Vila Madalena - Berrini


SP quer retirar das ruas 1.300 fretados com restrição


A partir de 27 de julho, os ônibus fretados estarão proibidos de circular por uma área de 70 km² ao redor da Praça da Sé, no centro de São Paulo, entre 5h e 21 horas. A restrição adotada pela gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM) inclui vias centrais e da zona sul com altos índices de congestionamento. O governo espera retirar 1.300 veículos do minianel viário definido agora como Zona Máxima de Restrição a Fretados (ZMRF).

Nos limites desse perímetro, os fretados terão 13 bolsões de embarque/desembarque, sendo 12 em estações do Metrô e da CPTM e um no Expresso Tiradentes. ?Dos 110 mil usuários de fretados, 48 mil vão descer nos bolsões e entrar no sistema metropolitano de transportes?, estima o secretário dos Transportes, Alexandre de Moraes. Sete linhas especiais, com 65 veículos, vão fazer a conexão entre os pontos dos fretados e outras regiões da capital. ?São linhas e veículos que já existem e serão otimizadas?, disse Moraes.



O governo não acredita que a mudança prejudique os passageiros. ?Para um sistema com 6 milhões de pessoas, ter 50 mil a mais não será uma grande diferença?, avalia Kassab. Fretes de turismo e para o transporte escolar ficarão isentos da restrição. A portaria atual prevê que todos fretados sejam proibidos de circular na área, mas autorizações serão emitidas para casos especiais, como os culturais. A Prefeitura não explicou como a fiscalização diferenciará os dois casos; afirmou que, próxima semana, anunciará regras específicas. Segundo representantes da categoria, fretados registrados como de turismo muitas vezes realizam, durante a semana, transporte de funcionários de empresas.



Os sindicatos dos fretados dizem que havia uma negociação com a Prefeitura e o resultado seria anunciado a eles amanhã. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros e Turismo (Transfretur) deve entrar hoje com uma ação judicial contra a portaria. Segundo empresas do setor, as novas regras para os fretados na capital paulista podem aumentar em até 46% o custo da viagem para os passageiros, caso tenham de fazer baldeação para chegar à região central de São Paulo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Fonte: Ag Estado / Vnews / G1 / A Tribuna


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4 comentários:

  Alexandre Valente

1 de julho de 2009 10:01

O fretado tem conforto, pontualidade e bom custo-benefício. A prefeitura de SP com a nova medida vai retirar o conforto e pontualidade e teremos que pagar mais por isso.

Além disso piorar o trânsito incentivando o uso do transporte individual.

Existe alguma cidade no mundo que incentive a trocar o ônibus coletivo (fretado) por carro?

"Segundo ele, os usuários foram ouvidos e se mostraram favoráveis à medida."
Por favor, mostra pelo menos um usuário de fretado a favor dessa medida.

  Marcelo de Lima

1 de julho de 2009 14:38

Concordo com o comentário acima. Certamente o secretário dos Transportes Sr Alexandre de Moraes está fazendo carreira política. Inclusive sugiro a ele adotar em sua futura campanha a distribuição de "nariz de palhaço" para o seu eleitorado. Esta restrição além de contraditória deve ser analisada para identificar quais são os interesses "reai$" que estão por trás de tal iniciativa. Afinal, não vai resolver a questão do transito ou da poluição e tão pouco trará benefícios na questão de custos então porque foi criada?

  Luciane Carmo

4 de julho de 2009 00:40

Isso não é regulamentação dos ônibus fretados! Isso é imposição de quem não tem noção do que é andar de ônibus ou metrô em SP! Eu queria ver aonde foi que esse secretario de transportes foi "fazer pesquisa" não conheço uma pessoa que utilize fretado que apóie essa medida!!! É muita inocencia dele achar que as pessoas que utilizam do fretado hoje irão utilizar transporte público, quem paga fretado hoje com certeza vai utilizar carro, ah! e ele deveria saber que fretado não é só de quem vem de Santos como ele disse na entrevista no SPTV, vem da ZL de SP e vale muito mais a pena ir de carro do que parar em bolsão e pegar ônibus e metrô abarrotado! Eu acredito que essa é a pior medida tomada, deveria sim ter uma REGULAMENTAÇÂO dos fretados, locais de parada, restrição de idade dos veículos, inspeção de poluentes... enfim regulamentar não extinguir um serviço tão valioso para as pessoas, direito de escolha do transporte que posso e quero utilizar! Não deixem o fretado acabar!!! e não venham com essa de realocar ônibus em novas linhas, se isso fosse viável porque não fizeram isso até hoje em linha super hiper abarrotadas que tem na cidade toda! É só dar um pulinho nos terminais Pq D.Pedro, Pça da Bandeira, Av. Santo Amaro com São Gabriel em horários de pico pra ver aonde de fato são necessários ônibus extras! (isso pra citar alguns locais).

  Vania Pessoa

9 de julho de 2009 11:30

MANIFESTO DOS DESCONTENTES
O manifesto destina-se a declarar um ponto de vista, denunciar um problema ou conclamar uma comunidade para uma determinada ação.
O serviço de fretamento para transporte de passageiros surgiu no final da década de 50,fomentado pela forte industrialização da região. Com mais conforto e menos estresse, cada unidade tira 20 automóveis particulares das ruas, proporciona melhor qualidade de vida ao usuário, economiza tempo, diminui (isto mesmo) a poluição ambiental e ainda contribui com a elevação dos níveis de produtividade e assiduidade nas empresas e escolas.

São Paulo possui um sistema de frota particular que opera em linhas de transportes públicos aonde se observa um déficit muito grande de eficiência e eficácia. O problema é que a Prefeitura de São Paulo, com a proibição de circulação de ônibus fretado, está caminhando na direção oposta no que diz respeito a oferecer um transporte urbano de qualidade.
E olha que de transporte público de pouca qualidade eu entendo, trabalho há 29 anos e sempre nas áreas complexas. Conheço o transporte metropolitano por dentro e por fora, como usuária e como funcionária pois já prestei serviços ao transporte público.

Por isso experiência e conhecimento é o que não me faltam. Sendo assim eu duvido darão conta dos usuários do fretado.
E se você que está lendo este e-mail está achando que isto não vai lhe prejudicar, pois você não é usuário de fretado, como diz bordão: “espeeeera...” e se prepare... porque estes usuários migrantes do transporte particular vão invadir sua praia... ou melhor... sua condução. E vão chegar com tudo, querendo o seu (dele) espaço também.

E não se trata de estabelecer condenação prévia pois, o nosso regime democrático, pressupõe a garantia do mais absoluto e pleno direito de defesa, válido a qualquer cidadão mais esta situação toda não é normal. Não posso achar que “viver em grandes cidades é assim mesmo”, pois muitas cidades do mundo já têm soluções que privilegiam a qualidade de vida para todos. Estou certa de que existe outras maneiras de regulamentar e adequar o transporte no município.
É uma contribuição de uma usuária à busca de um melhor atendimento por parte dos serviços de transporte urbano da Cidade de São Paulo. Um tratamento digno, base do resgate da cidadania, e condição para uma sociedade solidária.

Aproveito para convidar a todos que quiserem se manifestar, a fazê-lo ao seu representante na Câmara dos Vereadores, eleito em votação. No meu caso foi o Exmo. Sr. Aurélio Miguel que, eu acredito, ainda deve se lembrar da espera, de até 60 minutos, que a linha de ônibus “Vila Sônia – 6245/10” proporcionava aos seus usuários. Sinto informar a V. Exa. que a demora continua a mesma (mesmo com a diminuição do itinerário pela metade), só que com um agravante: o bairro cresceu e a quantidade de usuários também.

Aproveitem então para enviar e-mail aos seus vereadores e deixem também a sua opinião, ou simplesmente respondam “eu estou descontente”. No final vocês perceberam a força que uma comunidade pode ter quando souber exercer seus direitos.

Vânia Pessoa
Brasileira, paulistana, eleitora, formadora de opinião e usuária de ônibus fretado e de ônibus “cata-loco”.

NÃO IMPORTA...

"Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso.
Eu não era negro

Em seguida levaram alguns operários.
Mas não me importei com isso.
Eu também não era operário

Depois prenderam os miseráveis.
Mas não me importei com isso.
Porque eu não sou miserável

Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei

Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo."

Bertold Brecht (1898-1956)