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Vereadores de São Paulo custam 89,1 milhões do nosso dinheiro - Vale a pena?





Além do salário, cada parlamentar tem direito a verba para pagamento de 18 funcionários e outros gastos. O vereador José Police Neto (PSD)(Presidente da Câmara) considera adequado o gasto que o Legislativo tem com a atividade parlamentar. “É preciso analisar a questão com critério. O mandato na capital tem o tamanho de uma cidade, cada vereador responde por 220 mil habitantes”, disse. Segundo ele, a verba de custeio permite flexibilidade para que o parlamentar adapte o valor aos gastos de seu gabinete.






O mandato de cada um dos 55 vereadores da capital tem um custo médio mensal de R$ 135,1 mil aos cofres municipais. O valor inclui o dinheiro destinado ao pagamento de até 18 funcionários em cargos de confiança a que todo parlamentar tem direito, além da verba para as demais despesas do gabinete e do salário do vereador. O gasto anual do mandato dos 55 eleitos chega a R$ 89,1 milhões.

O maior custo do mandato recai sobre a chamada verba de gabinete, ou seja, os R$ 106,4 mil que o vereador dispõe para pagar funcionários comissionados. Somente essa despesa pode chegar a um desembolso mensal de R$ 5,8 milhões para a Câmara Municipal, cujo orçamento é bancado com o dinh eiro repassad o pela Prefeitura.

Outra despesa é a verba de custeio, para cobrir aluguel de automóvel e gastos com combustível, Correios e gráfica, entre outros. Cada gabinete pode gastar até R$ 17.287,50, mas deve comprovar a despesa (veja abaixo a prestação de contas de março). Já o salário do vereador foi reajustado de R$ 9.288 para R$ 11.393, mas o aumento está sendo questionado na Justiça. Por enquanto, a Câmara está pagando o valor antigo e depositando numa conta à parte a diferença de R$ 2.105.

Sonia Barboza, coordenadora da ONG Voto Consciente, considera o gasto excessivo, principalmente com funcionários de confiança. “Não há necessidade de 18 comissionados. A Câmara deveria ter os servidores”, afirmou. Para o cientista político Rui Maluf, o gasto não é um problema maior. “A democracia não sai de graça, tem um custo. Mais importante é o eleitor acompanhar o desempenho do vereador, fiscalizá-lo no exercício do mandato”, disse.

João Carlos Moreira
jcmoreira@diariosp.com.br

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José Police Neto vai para a câmara escoltado pela PM




Com escolta da PM, pedalada de vereador em São Paulo é mais segura, imagine se todo cidadão paulistano tivesse um PM para escolta-lo , imagina poder andar de bicicleta por São Paulo com alguem praticamente parando o trânsito ao seu redor... O paraíso existe!







ESTÊVÃO BERTONI
DE SÃO PAULO
PARA A FOLHA



Pedalar pelas ruas de São Paulo é para o vereador José Police Neto, 39, mais seguro do que para o ciclista comum.

O presidente da Câmara Municipal de São Paulo, adepto há um ano e meio da bicicleta, tem por direito uma equipe de PMs em sua cola. Os policiais que fazem sua segurança o escoltam pelas vias sempre que ele bota as duas rodas para fora de casa.

Há poucos dias, quando um motorista mostrou ao vereador que todos correm riscos por igual no trânsito da capital, ao fechar sua passagem na rua Pedroso, no centro, um dos PMs que pedalavam com o político do PSD obrigou o motorista a descer do carro e a ouvir um sermão.

Ontem, a reportagem seguiu --até onde aguentou--, de bicicleta, o parlamentar, no trajeto de sua casa, em Moema, na zona sul, ao centro.
Danilo Verpa/Folhapress
Presidente da Câmara de vereadores de São Paulo, José Police Neto, é escoltado ao ir ao trabalho de bicicleta
Presidente da Câmara de vereadores de São Paulo, José Police Neto, é escoltado ao ir ao trabalho de bicicleta

Na meia hora em que durou o percurso, os policias gesticularam o tempo todo com os motoristas, indicando o caminho que seguiriam.

Police Neto diz já ter tentado despistar os PMs e sair sozinho, sem sucesso. Para ele, porém, é mais seguro pedalar na cidade em grupo.

O político conta que já caiu dos 96 kg para os atuais 72 kg.

Sua mulher, antes preocupada com as pedaladas, acostumou-se. O que ainda não acontece com quem o recepciona. Já foi barrado num edifício porque o segurança não acreditou que o vereador pudesse ir vestido de ciclista.

Embora não tome banho ao chegar à Câmara, onde os dois carros a que tem direito ficam parados, quer criar um vestiário na praça ao lado.

"Antes, o cara moderno era o que conquistava o carro. Hoje, é o que se livra dele", afirma o político, dono de um Santana da década de 1990, de olho na imagem que passará nas próximas eleições.


Foto: Danilo Verpa/Folhapress
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Paulistas pagam caro por vereadores sem produtividade



São R$ 324 mil por mês contra 121 projetos, segundo os dados divulgados pelo presidente da câmara , José Police Neto .

A Câmara Municipal de São Paulo gastou R$ 324 milhões em 2011, 16,5% mais do que os R$ 278 milhões desembolsados em 2010. Dividindo o valor por cada um dos 55 parlamentares, o peso no bolso do contribuinte é de R$ 490 mil por mês.




Os dados foram divulgados no fim do ano passado pelo presidente Casa, José Police Neto (PSD), durante a prestação de contas do Legislativo.

Segundo o balanço, o gasto anual com a verba de gabinete (dinheiro destinado ao pagamento dos 18 assessores de cada vereador e despesas com correio) chegou a R$ 7,1 milhões. O montante representa um crescimento 18% na comparação com os R$ 5,9 milhões de 2010.

Com relação à produtividade, os parlamentares aprovaram 121 projetos em segunda votação. Do total, 54 foram enviados pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD). Entre as propostas estão reajustes de salários para os próprios vereadores, para o prefeito, secretários, subprefeitos e chefes de gabinete. Em alguns casos, o aumento chega a 236%.

Police Neto afirma que os gastos não são excessivos. Segundo ele, houve uma economia de R$ 100 milhões, valor que será investido em educação e saúde. Ele também afirma que os R$ 324 milhões foram destinados para o funcionamento de toda a Casa, desde o pagamento de energia elétrica até ações de redução do consumo de papel.

Para o presidente da Casa, projetos importantes foram votados. “Aprovamos o alvará condicionado, que fortalecerá a atividade econômica”

Davi Franzon, do Metro SP noticias@band.com.br

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Câmara de São Paulo omite salários em programa de transparência

Câmara de São Paulo omite salários em programa de transparência

Câmara de São Paulo omite salários em programa de transparência, foi "decisão política" não divulgar salários disse José Police Neto.

Com orçamento anual de R$ 450 milhões, a Câmara Municipal de São Paulo começa a partir de amanhã a divulgar informações de contratos de publicidade e comunicação e da presença de vereadores em sessões e votações. Mas o projeto Dados Abertos, lançado ontem como "um programa de transparência inédito no País", não inclui a relação de salários e gratificações pagos aos 2 mil servidores da Casa, como pedem há duas décadas as organizações não governamentais (ONGs) e entidades que acompanham o trabalho dos 55 vereadores paulistanos.






Segundo o presidente da Câmara, José Police Neto (sem partido), foi "decisão política" não divulgar salários. Ele admitiu remunerações de até R$ 20 mil na Casa, acima do teto constitucional do prefeito (R$ 12 mil), principalmente entre procuradores, mas disse que o vencimento médio mensal é de R$ 6.300. "Com os contratos existe relação comercial direta que precisa ficar transparente. É decisão política não abrir a questão dos salários."

Segundo ele, há mais de 3 mil ações questionando a divulgação pela Prefeitura dos salários dos 140 mil servidores concursados. "Estamos colocando quanto custa o item de cada um dos contratos de publicidade (R$ 8,5 milhões por ano) e da TV Câmara (R$ 17 milhões/ano), que eram os dois que mais causavam desconforto à sociedade. Isso é um patamar acima do nível de transparência exigido hoje como padrão internacional. É algo novo no Brasil", defendeu.

O programa Dados Abertos foi criado por ato institucional do vereador Floriano Pesaro, líder do PSDB. "Não basta colocar a informação na internet, é preciso que essas informações estejam em sistemas que possam ser cruzados", afirmou o tucano.


As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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José Police Neto é favorável à aprovação dos incentivos para a construção da nova arena

José Police Neto é favorável à aprovação dos incentivos para a construção da nova arena



Às vésperas de votação, presidente do Corinthians visita Câmara de São Paulo, Andrés Sanches disse que o seu objetivo é conhecer a Casa. Vereadores devem analisar incentivos à construção de estádio em Itaquera.

O presidente do Corinthians, Andrés Sanches, fez uma visita informal nesta terça-feira (21) à Câmara dos Vereadores de São Paulo. Nos próximos dias, a Casa deve analisar o projeto de lei que prevê incentivos fiscais de até R$ 420 milhões para a construção da arena do clube em Itaquera, na Zona Leste da capital, que deverá receber jogos da Copa de 2014. O projeto precisa ser aprovado até 1º de julho, quando começa o recesso parlamentar.



Quando questionado sobre qual era o objetivo da visita, ele disse apenas que era “conhecer a Câmara”. Na sexta-feira (17), o presidente do Corinthians afirmou que sem o dinheiro dos incentivos fiscais não será possível construir um estádio com a capacidade de sediar a abertura da Copa do Mundo.



“Sem o dinheiro dos incentivos fiscais não tem como ter a abertura da Copa”, afirmou Sanches, durante a visita de vereadores ao canteiro de obras em Itaquera.
Sanches, que visitou o gabinete de alguns vereadores nesta manhã, só deve conversar com os jornalistas no início da tarde.

Sem pressão
O projeto pode ser votado na quarta-feira (22), segundo o presidente da Câmara, José Police Neto, que é favorável à aprovação dos incentivos para a construção da nova arena. A visita de Sanches não é vista por Police Neto como uma maneira de fazer pressão pela aprovação do projeto. “[A visita] mostra o respeito dele à Casa”, disse.


De acordo com Police Neto, para conceder o incentivo fiscal, não é necessária a discussão de uma nova lei. “A lei específica já existe. O que está sendo colocado é para a construção desse tipo de equipamento. Você já tem uma legislação que dá suporte ao desenvolvimento da Zona Leste. O que não tinha era para um equipamento como esse”, afirmou.
“A gente está discutindo o desenvolvimento da Zona Leste. O estádio é uma das peças. Você não está falando de um time de futebol nem do estádio. Você está falando de um processo de desenvolvimento que há mais de 10 anos vem sendo estudado. A Copa e o estádio são uma oportunidade para aquela região”, declarou.






Fonte: G1

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Police Neto entrega ao presidente do TCM prestação de contas da Câmara Municipal de São Paulo




José Police Neto, o presidente da Câmara Municipal de São Paulo, entregou na manhã de hoje (31/03) a prestação de contas da Casa ao presidente do Tribunal de Contas do Município (TCM), Edson Simões.

O documento é entregue todos os anos ao chefe da instituição. "Foi-nos entregue o Balanço das Contas da Câmara Municipal de São Paulo e tive oportunidade de recebê-lo das mãos do presidente Police Neto, que recentemente esteve neste Tribunal e nos apresentou os principais atos da Mesa Diretora nos primeiros 60 dias de trabalho, dando demonstrações, assim como seus antecessores, de respeito institucional e de valorização da troca de experiências entre as Casas", afirmou o presidente do TCM.



Na avaliação do presidente Police Neto, é fundamental a integração de duas instituições que atuam no processo de fiscalização da gestão pública na capital paulista. “Tratamos também sobre a futura integração da Escola de Contas, do Tribunal de Contas, e a Escola do Parlamento da Câmara”.


Fonte: Câmara Municipal de São Paulo

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Vereador Police Neto x Riacho dos Machados


Munícipe cria vídeos sobre as enchentes do Riacho dos Machados e faz críticas a vereadores de São Paulo e usa o slogan "Eleições 2012 Fora Vereador Jose Police Neto",






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Câmara de São Paulo aprova R$ 1 bi a mais no Orçamento


Previsão de receita da prefeitura era de R$ 34,6 bi; vereadores incluíram emendas e texto cita R$ 35,6 bi

Os vereadores da capital aprovaram ontem o Orçamento 2011 no valor de R$ 35,6 bi, cifra R$ 1 bi superior aos R$ 34,6 bi originalmente previstos pela prefeitura. A diferença, segundo o relator Milton Leite (DEM), se deveu ao fato de a prefeitura subestimar receitas que terá na arrecadação de impostos como o repasse do ICMS, ITBI (também conhecido como intervivos), ISS e IPTU.

A votação ocorreu após a eleição da nova mesa diretora da Câmara de Vereadores, que elegeu José Police Neto, do PSDB (leia ao lado).

Foram 38 votos favoráveis e 14 contra, estes das bancadas de PT, PCdoB e de Cláudio Fonseca (PPS).

Eles criticaram o valor da verba destinada para subsídios ao transporte, de R$ 600 mi, e a ausência de definição dos valores para construção de corredores de ônibus e verbas para o Metrô.

Valores

O texto segue agora para análise do prefeito Gilberto Kassab (DEM), que pode sancionar ou vetar trechos do documento. O documento possibilitará a Kassab remanejar da forma que quiser R$ 5,36 bi (15% do total).

O Orçamento recebeu mais de mil emendas. Pela proposta, a Educação terá R$ 7 bi, e a Saúde, R$ 6 bi. A dívida do município com a União consumirá 10% do total (R$ 3,5 bi).

O lixo terá R$ 824 mi (coleta e destinação), e a limpeza urbana (varrição), R$ 437 mi.

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Justiça rejeita ação do vereador José Police Neto contra Marta

A Justiça de São Paulo negou provimento a uma ação popular movida pelo vereador José Police Neto (PSDB) contra a ex-prefeita Marta Suplicy e três ex-secretários de sua gestão. De acordo com a decisão do juiz Luis Fernando Camargo de Barros Vidal, da 3ª Vara da Fazenda Pública, a defesa de Marta Suplicy apresentou contra argumentos e documentos que invalidaram a acusação de improbidade administrativa.

Police Neto contestava um decreto de Marta que cancelou o empenho de verbas não pagas no orçamento de 2004. Segundo o magistrado, os Decretos 44.289/04 e 45.664/04, sobre as normas de execução orçamentária e normas relativas ao encerramento da execução daquele ano, dispõem que está previsto “o cancelamento dos empenhos relativos às despesas liquidas e não pagas”.


Dessa forma, no entendimento do juiz Barros Vidal, fica evidenciado que “não se pode vislumbrar, ali, no encerramento do exercício de 2004, e por força da norma de encerramento, a alegada improbidade administrativa”.


Na sentença, o juiz pondera que, se houve improbidade no período anterior ao previsto nos Decretos, não é objeto da petição inicial e nem do pedido formulado pelo autor, vereador Police Neto. O magistrado ressalta também que as normas citadas não sofreram impugnação administrativa ou judicial, questionando sua eficácia no TCM (Tribunal de Contas do Município), Poder Legislativo ou Judiciário.

Da mesma forma, a decisão extingue o processo e desconsidera a ilegitimidade passiva de Luiz Tarcísio Teixeira Ferreira, então Secretário dos Negócios Jurídicos do Município; assim como para Rui Falcão, também secretário da Prefeitura.

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Arrecadação sobe, investimento cai , e para aonde vai o dinheiro da cidade de São Paulo?

Arrecadação cresceu, mas Kassab investiu menos em 2009


O líder do governo na Câmara Municipal, José Police Neto (PSDB), afirma que o aumento dos gastos foi provocado pelos investimentos feitos em anos anteriores.



Reproduzo a seguir reportagem publicada hoje pelos jornais O Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde, de Felipe Grandin, sobre a redução dos investimentos da prefeitura no ano de 2009, enquanto a arrecadação crescia. Os investimentos sofreram uma retração brutal de 18% no momento em que a receita registrava uma elevação de 3,5%. Até mesmo a verba aplicada na prevenção a enchentes foi reduzida em 13%. Estes números mostram o quanto eram falaciosos os argumentos do prefeito e seus auxiliares que atribuiram os cortes nos investimentos à perda de receita em virtude da crise mundial.

A gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM) arrecadou mais no ano passado, mas investiu menos do que em 2008. Mesmo com a crise econômica mundial, a arrecadação de impostos da capital paulista no ano passado superou em 3,6% a do ano anterior – passou de R$ 22,2 bilhões para R$ 23 bilhões. Ao mesmo tempo, os investimentos foram reduzidos em 18%, o que afetou principalmente novas obras, como a construção de três hospitais (leia abaixo). Já a verba aplicada na prevenção a enchentes caiu 13% . Os valores se referem à administração direta, sem autarquias e fundações.

A administração municipal diz que a receita foi R$ 2,7 bilhões menor que a prevista em orçamento e que o corte foi necessário para manter os gastos obrigatórios, como os relativos a saúde, educação, transporte, dívida, pessoal e investimentos prioritários. Corrigida pelo índice oficial de inflação IPCA, a receita teve uma queda real de 0,6%. Já os investimentos tiveram redução de 15%. Os valores de 2008 corrigidos ficam em R$ 23,19 bi na arrecadação e R$ 2,52 bi em investimentos.

Para o especialista em finanças públicas da Faculdade de Economia e Administração da USP, Adriano Biava, a crise não é justificativa para a redução dos investimentos. “Não se pode responsabilizar a crise, porque a receita cresceu”, afirma. “Isso não impediria, por exemplo, que todos os itens do orçamento aumentassem na mesma proporção.” O crescimento da arrecadação no último ano, diz, ficou muito próximo da inflação, mostrando que a crise não teve impacto relevante. “A crise se refletiria na queda da receita, o que não ocorreu.”

Investimento

Ao todo, a Prefeitura investiu R$ 1,98 bilhão em 2009 – R$ 444 milhões a menos que em 2008. Uma explicação para a redução, segundo o especialista, pode ser o aumento dos gastos com terceirização de serviços e com o pagamento da dívida pública. A contratação de empresas e terceirizados consumiu mais de R$ 7 bilhões da receita, uma alta de 13%. Já o gasto com a amortização da dívida pública cresceu 31% e passou para R$ 446 milhões.

O líder do governo na Câmara Municipal, José Police Neto (PSDB), afirma que o aumento dos gastos foi provocado pelos investimentos feitos em anos anteriores.

“Quando a Prefeitura inaugura um hospital, uma escola, começa a gastar com a manutenção desses equipamentos, o que gera um aumento das despesas de custeio no ano seguinte”, afirma. Ele acrescenta que a ampliação da verba para a terceirização se deve a essas novas instalações, que são geridas por organizações sociais.

Vereadores de oposição afirmam, no entanto, que o orçamento de 2009 foi superdimensionado para acomodar as promessas feitas por Kassab na campanha à reeleição. “Foi uma peça de ficção”, diz o vice-presidente da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal, Antônio Donato (PT). “O prefeito propôs um orçamento fora da realidade e depois usou a crise como pretexto para remanejar a verba da forma que quis.”



Três hospitais ficam na promessa



Uma das principais promessas de campanha à reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM), a construção de três hospitais municipais não recebeu um centavo no primeiro ano de seu segundo mandato. Os centros médicos dos bairros Brasilândia, na zona norte, Parelheiros, na zona sul, e Vila Matilde, na zona leste, são exemplos de projetos afetados pelo corte dos investimentos promovido pelo governo municipal em 2009.

O arrocho atingiu principalmente os investimentos em obras e instalações, que sofreram uma redução de 21%. O total aplicado nesse item do orçamento caiu de R$ 1,87 bilhão para R$ 1,48 bilhão.

O corte também afetou outras promessas eleitorais de Kassab, como os repasses de verba ao governo estadual para a construção do Rodoanel e do Metrô.

O anel viário em torno da capital deveria ter sido contemplado com R$ 65 milhões, mas não recebeu nada. Para a expansão da rede metroviária estavam previstos R$ 218 milhões, mas chegaram R$ 50 milhões. A maior parte do dinheiro foi remanejada para cumprir outro compromisso de campanha do prefeito: manter o preço da passagem de ônibus em R$ 2,30. Para isso, a Prefeitura gastou R$ 808 milhões no ano passado com o pagamento de subsídios às empresas de ônibus. Já em 2010, a tarifa subiu para R$ 2,70.

Impostos superam expectativa



Ao contrário do previsto pela Prefeitura, o valor arrecadado com o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) superou as expectativas e foi 2,2% maior que o orçamento, alcançando R$ 3,2 bilhões. A retração do mercado imobiliário também não afetou o ganho com o Imposto de Transmissão de Bens Imobiliários (ITBI), que chegou a R$ 683 milhões, 16% acima do esperado.

O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) também foi além do orçamento em 7,6%, com R$ 4,5 bilhões. Já o Imposto sobre Serviços (ISS), apesar de não ter atingido a meta, chegou a 99,7% do previsto, com R$ 5,9 bilhões (veja ao lado).

A arrecadação com multas de trânsito ainda bateu recorde: R$ 473,3 milhões, superando em 22% a de 2008.
Melhoria do serviço público depende de investimentos


A verba para investimentos é destinada principalmente a obras, que, em geral, contribuem para ampliar e melhorar os serviços públicos. Seja a instalação de um hospital, a construção de uma ponte ou a compra de novos equipamentos, como carros, trens e imóveis. Nesse item está incluída a maior parte das promessas de campanha feita pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), como a ampliação da malha metroviária, o aumento das vagas em hospitais e escolas, a construção de parques, entre outros.

Já os gastos correntes são usados na manutenção das atividades do governo e incluem o pagamento de salários, juros da dívida, compra de matérias primas e bens de consumo, serviços de terceiros, entre outros. É o dinheiro do dia a dia.
Ao cortar a verba para investimentos, a Prefeitura reduz o ritmo das obras e, portanto, da melhoria do serviço público


Empenho para ações contra enchentes caiu 13%




A Prefeitura de São Paulo reduziu em 13% o investimento em obras de combate a enchentes no ano passado. A verba empenhada (comprometida para gasto) nas principais obras de drenagem caiu de R$ 330 milhões, em 2008, para R$ 287 milhões, em 2009. Os dados foram extraídos do Sistema de Execução Orçamentária (NovoSeo) pela Liderança do PT na Câmara Municipal.

Apesar de ter aplicado menos dinheiro na prevenção dos efeitos da chuva, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) usou as enchentes como justificativa para congelar R$ 2 bilhões do orçamento da cidade este ano, fixado em R$ 27,9 bilhões. Segundo ele, a verba será necessária para implementar ações como reurbanização de favelas, recuperação de mananciais e coleta do lixo.

Parte da verba congelada, porém, foi exatamente aquela destinada às subprefeituras para intervenções em áreas de risco, um montante de R$ 19,6 milhões. Depois de questionado pelo JT, Kassab negou o corte e afirmou que os recursos foi centralizada nas secretarias de Coordenação das Subprefeituras e de Habitação “para o melhor uso do recurso”.

Também foram represados recursos para novos projetos, inclusive os oriundos de emendas de vereadores e de serviços como vigilância, limpeza de prédios públicos e aquisição de materiais.

Ficaram fora do corte as áreas de saúde, educação e transporte e também a previsão mensal de R$ 10 milhões para a publicidade do governo municipal. No ano passado, o prefeito congelou R$ 5,5 bilhões do Orçamento de R$ 27,5 bilhões da cidade. Na ocasião, o motivo era a crise financeira.


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Gastos dos 55 vereadores em novembro somaram R$ 746,6mil

Os gastos dos 55 vereadores da capital com o mandato em novembro somaram R$ 746,6 mil, subida de 58% em relação ao mês de outubro e de 20% sobre novembro de 2008. Balancete da própria Câmara Municipal sobre as despesas de gabinetes mostra que a propaganda dos mandatos - confecção de impressos e correio - impulsionou a subida. O gasto com envio de correspondências passou de R$ 70,4 mil para R$ 237,1 mil. Apenas Kamia (DEM) gastou R$ 50,2 mil em correios.

Vereadores ouvidos pela coluna apontam duas razões para o fato: a primeira, mais óbvia, é a proximidade das festas de fim de ano, quando o eleitor tem a caixa de correio “inundada” por cartões de políticos - muitos deles candidatos em 2010. A outra é queimar a sobra da verba de gabinete não utilizada até agora, que não pode ser “rolada” para o próximo ano.


DESPESA POR ITEM

COMBUSTÍVEL
O consumo total foi de R$ 30,9 mil, 21,7% a mais que em outubro. O recordista foi Toninho Paiva (PR), com R$ 1,7 mil

MATERIAL DE ESCRITÓRIO
Despesa dos 55 gabinetes foi de R$ 54,1 mil, ou 54,3% mais que no mês anterior. José Olímpio (PP) gastou R$ 7,1 mil no item

CONFECÇÃO DE IMPRESSOS
O serviço consumiu R$ 159,2 mil em novembro, ou 39,9% mais que em outubro. A maior despesa no item foi de Dalton Silvano (PSDB), com R$ 7.980

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O aumento na tarifa dos ônibus para R$ 2,70 não precisa de aprovação dos vereadores

Tarifas de Metrô e trens da CPTM também devem subir em 2010. Secretaria confirma que os reajustes ocorrem anualmente. Data do aumento e valor das tarifas ainda não foram divulgados.

Segundo a assessoria de imprensa do vereador e líder do governo na Câmara José Police Neto (PSDB), a legislação determina que o prefeito comunique à Câmara com dois dias de antecedência o aumento na tarifa dos ônibus. Não é necessária aprovação dos vereadores.


As tarifas do Metrô, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) também devem ser reajustadas em 2010, de acordo com a Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos. O governo estadual ainda não confirmou, no entanto, a data do reajuste ou o valor das novas tarifas.


A Prefeitura de São Paulo informou na noite deste domingo (20) que a tarifa de ônibus na capital paulista vai subir dos atuais R$ 2,30 para R$ 2,70 a partir do próximo dia 4 de janeiro. O valor do Bilhete Único que faz integração com o Metrô passará de R$ 3,75 para R$ 4. A Prefeitura havia informado que o valor atual era R$ 3,65, mas a informação foi corrigida.

A Secretaria dos Transportes Metropolitanos confirmou que “reajusta anualmente as tarifas do Metrô, da CPTM e da EMTU”. “É uma política de transparência iniciada em 2007 que permite aos usuários dos meios de transporte programar seus gastos com a informação prévia da periodicidade do reajuste”, diz a secretaria em nota enviada ao G1.

Em 2009, o reajuste ocorreu em fevereiro, quando o bilhete unitário do Metrô passou de R$ 2,40 para R$ 2,55. Segundo a secretaria, o aumento ocorre com “base na inflação medida no período e tem como principal objetivo garantir as despesas de custeio e manutenção do sistema”.

Aumento do ônibus

O reajuste dos ônibus representa um aumento de 17,4% em relação ao valor atual da passagem, de R$ 2,30. Segundo a assessoria de imprensa do vereador e líder do governo na Câmara José Police Neto (PSDB), a legislação determina que o prefeito comunique à Câmara com dois dias de antecedência o aumento na tarifa dos ônibus. Não é necessária aprovação dos vereadores.

Durante a campanha eleitoral de 2008, o prefeito Gilberto Kassab (DEM), que foi reeleito, afirmou que não aumentaria o preço da passagem em 2009. O último reajuste foi em novembro de 2006.


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Negada liminar para remarcar audiência orçamentária

TJ-SP nega liminar para remarcar audiência orçamentária

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou ontem pedido de liminar que pretendia adiar o calendário de audiências públicas que tratam do orçamento da cidade de São Paulo para 2010. O pedido partiu dos vereadores da bancada petista na Câmara Municipal, que entraram na Justiça na sexta-feira, com o objetivo de promover a redistribuição, para outras datas, das reuniões marcadas pela prefeitura entre segunda e quarta-feira desta semana. Com a liminar negada, resta o julgamento de mérito do mandado de segurança impetrado pelos petistas, que dificilmente deve ser apreciado até o encerramento das discussões, na tarde de amanhã.


Os vereadores da oposição reclamam dos horários estipulados pela Prefeitura para a discussão do orçamento 2010 com a população. No primeiro dia de audiências públicas, por exemplo, foram marcados encontros às 9 horas na Subprefeitura de Guaianases, na zona lesta da capital, às 14 horas na Mooca, zona sudeste, e 15 horas na Capela do Socorro, zona sul. "É impossível os vereadores acompanharem os encontros. Além do mais, são horários comerciais que impedem o acompanhamento das reuniões pela população", ressaltam os petistas.

As audiências de discussões orçamentárias foram aprovadas no início deste ano em emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias. A norma de autoria petista obriga a Prefeitura a realizar reuniões públicas em 31 subprefeituras da capital para ouvir as reivindicações da população na fase de elaboração da proposta orçamentária. A Prefeitura tem até o dia 30 de setembro para enviar à Câmara o projeto de lei.

Fonte: G1

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